Olha bem para mim!
Mas, quem ve^s tu?
Se julgas que sou eu... esta´s enganado
Eu nao sou este
nao sou, (pobre de mim).
Eu... sou o outro
Aquele que representa
aquele que se apresenta mascarado
Quando passas, sorris!
O disfarce que cobre o meu viver
Ri tambem
Nao julgues tu, que e´meu esse sorrir
Mentira! Nao e´meu.
Acaso tu sorris, quando odeias alguém?
e Eu, ... odeio-te;
a ti e a todos que me obrigam a ser como nao quero
a ser como ... nao sou.
Odeio-vos sim.
Porque olham para mim ... e nao me veem!?
Porque olham para mim .. e nao me entendem!?
Porque olham para mim ... e nao p'ra MIM.
(Se alguem ao menos, tentasse descobrir) ...
P'ra esse alguem
arrancaria a mascara que disfarça quem sou e...
mostraria o Meu sentir, enfim!
Mas vo´s nao o quereis, nao e´assim?
Esta´ bem!;
eu sei representar
na cena ha-de continuar a farsa
e o comparsa... sera´o outro eu.
Eu!
saberei retocar a mascarilha
mais creme, mais pintura
e o odio que perdura,
decerto que rebrilha.
(Louco disfarce o meu!)
Assim:
Podeis passar, podeis olhar e rir
porque eu rirei tambem, e nao vera´ninguem...
que nao sou EU.
Jorge Rosa